PrismaBlend promete colorir filamentos direto na impressora 3D

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Criada na Alemanha, a tecnologia PrismaBlend promete transformar a rotina de quem trabalha com fabricação digital ao permitir o uso de filamentos de cor natural para obter impressões 3D totalmente coloridas. O conceito adapta uma técnica antiga da comunidade maker, que consistia em pintar manualmente os fios com canetas hidrográficas permanentes antes do processo de extrusão.

Em desenvolvimento desde 2023, a startup criou um dispositivo fixável que atua em conjunto com dois marcadores especiais. O sistema consegue tingir o filamento por completo antes que ele alcance a extrusora, garantindo uma distribuição uniforme do pigmento. Quando o material passa pelo bico aquecido, a cor se funde quimicamente ao plástico, fixando a tonalidade de forma permanente e sem riscos de desbotamento, inclusive após lavagens.

Uma das principais vantagens do ecossistema é a eliminação completa do desperdício gerado pelas tradicionais torres de purga em sistemas multicoloridos convencionais. O usuário consome apenas a quantidade exata de pigmento necessária para a sua peça. O mecanismo funciona como uma trava de fixação e é compatível com materiais populares como PLA e PETG, sendo ideal para operação em impressoras 3d de chassi aberto.

Apesar da limitação para materiais que requer menores temperaturas, PJ, o principal desenvolvedor da PrismaBlend já está trabalhando em um suporte que se adapte em qualquer máquina, mas sem previsão de expandir a linha para outros filamentos que requerem temperaturas maiores, visto que também podem deformar a adesão do pigmento.

PrismaBlend chegará ao Brasil?

A distribuição inicial é focada na Europa pela proximidade de fabricação e distribuição, mas a empresa já manifestou interesse em expandir as operações para outros continentes, incluindo a América do Sul, mas ainda sem fornecedores ou previsão de revenda, como revelou Adriano Hüwel, um dos integrantes da startup em entrevista exclusiva ao Notícias3D.

Apesar do nome, Adriano é alemão, mas filho de brasileira que viveu em Belém, no Pará, durante alguns anos da infância, manifestando um carinho especial pelo Brasil. Ele cuida do marketing da empresa e apontou que, nos últimos dias, vem expandindo a gama de cores que chegam semanalmente em sua casa.

O projeto inicial do PrismaBlend é lançar o produto com 25 cores básicas, podendo variar conforme sazonalidade. A expectativa é que cada par de caneta possa tingir 1,5kg de filamento. Contudo, a margem de segurança ainda garante 1kg, enfatizando a necessidade de mais testes. Ainda não há data para o início das vendas, mas a previsão de lançamento é para os últimos meses de 2026.

Reconhecendo a realidade brasileira e um padrão de comportamento semelhante aos makers alemães, Adriano acrescentou que o PrismaBlend, além de facilitar a troca de cores para impressoras sem esse recurso, pode representar uma economia de filamentos significativa, diminuindo gastos com materiais coloridos e ganhando espaço em casa ao armazenar menores quantidades da cor natural, além de ter maior rotatividade dos carreteis, diminuindo as chances de perderem qualidade guardados.

Veja o equipamento em funcionamento:

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