EUA investem US$ 10,5 milhões para padronizar impressão 3D de metal no setor de defesa

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A organização America Makes — instituto nacional de inovação em manufatura aditiva criado pelo governo dos Estados Unidos e gerenciado pelo Centro Nacional de Fabricação e Usinagem de Defesa (NCDMM), em parceria direta com o Departamento de Defesa norte-americano — anunciou um aporte de US$ 10,5 milhões (cerca de R$ 53,8 milhões na cotação atual) para apoiar 25 equipes de projetos no programa JAQS-SQ.

A iniciativa busca estabelecer requisitos uniformes de qualificação para fornecedores que desejam fabricar peças metálicas para o setor militar do país por meio das tecnologias de fusão em leito de pó a laser (LPBF) e deposição por energia direcionada (DED).

Enquanto a técnica LPBF utiliza feixes de laser para fundir camadas finas de pó metálico, o método DED insere o material em pó ou arame diretamente na zona de fusão, sendo amplamente indicado tanto para reparos táticos quanto para a construção de estruturas de grande porte.

Ambas as modalidades exigem cadeias de produção rigorosamente controladas, em que a qualidade final do componente depende do lote da matéria-prima, dos parâmetros das máquinas, dos tratamentos térmicos e da capacitação técnica dos operadores.

Impressão 3D integrada às forças armadas

Atualmente, a divergência entre as regras de auditoria entre as diferentes forças armadas norte-americanas cria barreiras que dificultam a entrada de novos fabricantes na cadeia de suprimentos da defesa, motivo pelo qual o programa foca na padronização dos treinamentos e na uniformização dos testes industriais. O novo currículo de capacitação está sendo desenvolvido em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisa de Aviação (NIAR) da Universidade Estadual de Wichita, sendo direcionado aos profissionais de desenvolvimento e produção para a elaboração de documentos de controle de processos.

Após realizarem a formação teórica e prática, as empresas parceiras devem incorporar os novos requisitos em suas rotinas diárias antes de passarem pela avaliação final. O objetivo central do programa não é apenas obter um protótipo impresso com sucesso, mas comprovar formalmente que a equipe, os equipamentos e a documentação interna conseguem entregar resultados reprodutíveis e homogêneos a longo prazo.

Com a entrada dos novos selecionados, a rede do projeto expande para 31 fornecedores qualificados, tornando-se um dos maiores esforços coordenados para escalar a manufatura aditiva aplicada à segurança nacional do governo dos EUA.

De acordo com Ben DiMarco, diretor de transição tecnológica da America Makes, esse investimento estratégico acelera a homologação de parceiros e expande a capacidade fabril em todo o país, gerando impactos positivos que vão muito além das equipes participantes.

“Parabéns às 25 equipes de projeto selecionadas para esta importante iniciativa. Este reconhecimento marca um marco significativo para a iniciativa ‘Joint Additive Qualification for Sustainment’ (JAQS) e representa um grande avanço para a base industrial do setor de defesa. A rede JAQS agora inclui 31 fornecedores. Isso a torna um dos maiores esforços coordenados para qualificar e expandir a manufatura aditiva, visando fortalecer a prontidão da defesa nacional”, acrescentou o diretor em nota divulgada pelo portal 3DRuck.

No entanto, analistas do setor ressaltam que o sucesso prático do programa na agilização de compras dependerá do reconhecimento mútuo dessas credenciais entre as diferentes forças militares, uma vez que aprovações específicas de materiais e componentes continuarão sendo obrigatórias para peças críticas de segurança.

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