Fuzileiros Navais dos EUA imprimem peça essencial de barco durante operação na Coreia do Sul

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Fuzileiros Navais do 3º Grupo de Logística da Marinha dos Estados Unidos utilizaram impressão 3D para fabricar um componente de reposição indispensável para uma embarcação da Guarda Costeira durante o exercício militar Combined Joint Logistics Over-the-Shore 26 (CJLOTS 26), realizado em Pohang, na Coreia do Sul.

O treinamento visava capacitar forças norte-americanas e sul-coreanas para a transferência de pessoal e suprimentos da água para a costa em cenários austeros. Diante do surgimento de uma falha mecânica e da falta da peça nos canais tradicionais de abastecimento, militares do 3º Batalhão de Manutenção utilizaram seus sistemas de fabricação expedicionária para solucionar o gargalo logístico no próprio local das operações.

Em vez de enfrentar a espera normal por envio de logística militar, a equipe utilizou uma Instalação de Fabricação Expedicionária (X-FAB) para recriar o item através da engenharia reversa diretamente a partir do componente danificado. Em depoimento do subtenente Jonathan B. Salas ao portal Voxel Matters, a manufatura avançada surge como uma resposta direta para reduzir pedidos em atraso e contornar a escassez de materiais na linha de frente, permitindo que uma peça que levaria de duas a três semanas para ser entregue fosse produzida em apenas algumas horas.

Solução de preço aproximado

O militar destacou ainda a eficiência financeira do processo, pontuando que o custo de fabricação ficou em cerca de US$ 12 — valor idêntico ao da peça original de fábrica —, com a margem de utilizar filamentos alternativos que reduzem ainda mais os custos operacionais sem afetar o desempenho do equipamento em combate.

Fuzileiros Navais dos EUA mostram peças impressas em 3D durante operação - DVIDS
Fuzileiros Navais dos EUA mostram peças impressas em 3D durante operação – DVIDS

A substituição bem-sucedida do filtro permitiu a liberação imediata de botes infláveis de casco rígido avaliados em cerca de US$ 600 mil cada, restaurando a capacidade operacional da Guarda Costeira para patrulhas e missões de reação rápida na região do exercício.

O cabo Kenzie Gallang, metalúrgico do batalhão, ressaltou a surpresa da equipe com a velocidade do procedimento, como detalhou ao portal Voxel Matters: “O primeiro protótipo foi um sucesso; eles ficaram surpresos com o fato de uma peça como o filtro poder ser projetada por engenharia reversa e impressa em 3D em menos de meio dia”, acrescentou.

Com o resultado prático, as forças armadas demonstram o impacto da tecnologia 3D no ambiente tático, oferecendo à aliança militar uma alternativa viável para ignorar cadeias de suprimento vulneráveis e manter frotas e armamentos funcionando de forma autônoma no campo de batalha.

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