A Bambu Lab anunciou o lançamento da versão beta pública do Bambu Studio 2.7 (v02.07.00.55), trazendo atualizações profundas para a comunidade maker. O novo software de fatiamento foca em automação e otimização do fluxo de trabalho, introduzindo ferramentas que transformam a experiência de criar modelos em múltiplas cores.
A grande estrela da atualização é a função Texture-to-Color Painting. O recurso permite importar modelos 3D que já possuem texturas aplicadas à superfície e convertê-los automaticamente em um mapa de cores pronto para a impressão tridimensional.
Com suporte inicial para formatos populares como OBJ, glTF e GLB, a novidade reduz drasticamente o trabalho manual necessário para colorir logotipos e padrões complexos no fatiador. Além disso, o software agora mantém a pintura intacta mesmo após a realização de cortes planos nos objetos.

Outro destaque relevante para a eficiência de produção é o aprimoramento do algoritmo de diagnóstico de malhas. O sistema ganhou precisão na identificação de falhas estruturais, passando a exibir “bordas abertas” como uma categoria informativa separada. Isso facilita o reparo preventivo do arquivo antes do fatiamento, evitando o desperdício de material, como detalhou a própria BambuLab em publicação no GitHub.
O ecossistema de filamentos também recebeu atenção especial; o novo gerenciador de materiais passa a exibir dados cromáticos oficiais das fabricantes, traz compatibilidade avançada para filamentos com efeito degradê — permitindo aplicar gradientes independentes por peça individual — e adiciona novas predefinições para a linha PLA Pure com sincronização em nuvem.
A versão beta pública do Bambu Studio 2.7 já pode ser baixada por usuários de sistemas Windows, macOS e Linux. Por ser um software em fase de testes, a fabricante alerta que os arquivos gerados no formato 3MF ainda não são compatíveis com a plataforma MakerWorld, recomendando seu uso para experimentação e feedback na comunidade.



