A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira, 19, uma operação em 6 cidades no Rio Grande do Sul, tendo como alvo um grupo criminoso especializado na fabricação clandestina de armas por meio da impressão 3D. A etapa, intitulada oficialmente como Operação 3D, teve investigação iniciada em novembro de 2025.
Os policiais prenderam o principal suspeito da produção ilegal em Canoas, na Região Metropolitana. Até o momento, as autoridades detiveram outras 15 pessoas envolvidas diretamente no esquema criminoso.
Nesse sentido, a operação mobilizou dezenas de policiais em várias cidades gaúchas simultaneamente. A Justiça expediu 20 mandados de prisão preventiva e 14 ordens de busca. As equipes cumprem as ordens judiciais em Porto Alegre, Canoas, Triunfo, Eldorado do Sul, São Leopoldo e Montenegro.
O grupo criminoso dividia tarefas complexas entre fabricantes, organizadores de encomendas e distribuidores de armamentos. Os equipamentos iam além das impressoras FDM, tendo uma Creality Halot One Pro, de resina, levada pelos policiais. Esses criminosos utilizavam a tecnologia de impressão 3D para burlar o controle tradicional de armas, como informou o delegado do caso à RBS:
“Ele vendia para indivíduos que teriam relacionamento com diversas facções criminosas aqui do estado, inclusive algumas rivais”, detalhou o delegado Alencar Carraro, diretor de investigações do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc).
Armas de grosso calibre por impressão 3D
Segundo o Departamento Estadual de Prevenção ao Narcotráfico, o principal fabricante vendia os armamentos para facções rivais. Em depoimento, o suspeito preso em Canoas alegou que aprendeu a técnica ilícita de impressão 3D navegando livremente pela internet.
No entanto, a polícia investiga a participação oculta de outros cúmplices com conhecimento técnico avançado. Os investigadores constataram que os equipamentos fabricados por impressão 3D apresentavam alta precisão e letalidade. Eram armamentos pesados de uso restrito das forças policiais e de altíssimo valor comercial.
Portanto, a investigação cresceu após apreensões iniciais do Denarc no ano passado. Naquela ocasião, os policiais descobriram peças e equipamentos voltados para a impressão 3D clandestina. Agora, a corporação aprofunda as apurações para desmantelar totalmente essa rede criminosa estadual. Novas prisões podem ocorrer conforme a análise dos materiais apreendidos avançar nas próximas semanas.



